6 pontos cardeais para a reestrutura da Revenda de Combustíveis


No ambiente de negócios, nós, brasileiros, temos uma capacidade incrível de recorrermos ao suor para romper obstáculos. Soa quase como resiliência tupiniquim.

Entretanto, existem formas mais lúcidas de se conseguir o sucesso, através do uso de conceitos e metodologias que facilitam suas conquistas.

No setor de combustíveis isso não muda muito. A grande maioria dos empresários entraram no ramo, se estabeleceram e lutam diariamente contra as agruras do mercado. Às vezes dá certo, outras nem tanto.

Se conseguisse entregar um formato de sucesso para você, revendedor, assim eu o faria:


Foco e ação

Primeiro de tudo, você deve estabelecer corretamente seu objetivo, seu alvo, sua meta. Aonde quer chegar com seu esforço e investimento, pois muitas vezes, percebemos que esse destino nunca é alcançado, invariavelmente pelas rotinas que nos ocupam saindo do foco inicial constantemente. É o tal de “apagando incêndio” sempre no gerúndio.


A grande percepção é que estamos sempre fazendo, nunca fazemos, mas continuamos fazendo. Se essa é uma verdade, seria muito mais prático estabelecermos o que fazer e simplesmente fazer, concluir, alcançar. Esse alcance está bem próximo da realização e ainda mais próximo da satisfação de ter feito. Um mérito do empreendedor ou gestor.


Nesse aspecto, só conseguimos conquistar nossos objetivos através da relação sustentável com os clientes. Pois então, nosso foco principal será sempre o cliente.


• Pergunta básica:

Quem são eles e o que buscam para se satisfazerem?

• Segunda pergunta:

O que vamos oferecer a eles para que se satisfaçam hoje, amanhã e sempre?


Como faremos

Uma vez definido o foco, devemos descobrir a maneira de conseguirmos realizar isso. Identificar os caminhos mais assertivos sozinho, parece desnecessário, sendo que existem metodologias fáceis de se executar e consultores e mentores capazes de trocarem experiências de sucesso, favorecendo sempre o melhor caminho.


Existem formas naturais, mais doloridas, por não terem sido pensadas pelo empreendedor inicialmente. Afinal tentamos seguir por um caminho que não conhecemos e nem planejamos aonde chegar. Parece impossível e ficamos à mercê da sorte.


Existem muitos modelos de negócios que seguem seu curso de forma responsiva, sem planos de ação e com entendimento não gerencial, assim, sem foco, não conseguimos perceber os motivos do cansaço e da desmotivação, levando-nos ao fracasso não intencional de nossas ações.


Para onde seguiremos

Todo trecho ou caminho serve para ligar um ponto a outro. Mas que pontos são esses?

As ligações entre o foco e a maneira de se conseguir, são experimentadas pela consciência, conhecimento e experiências. Esse conhecimento nos dirá “o que fazer” e pode ser adquirido pela prática ou pelo exercício do erro ou do acerto. Já o conhecimento de terceiros mais experientes, nos ensina “como fazer”, facilitando a conquista. E a outra forma é a união de parceiros, que “irão fazer” de uma forma mais gerencial e eficaz.


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Nesse aspecto, existe um paredão de resistência às mudanças no Brasil. O brasileiro acha que sabe sempre mais que o concorrente e por isso acaba não aprendendo novas formas.


Os pontos cardeais do caminho de sucesso

Cada vez que saímos com um trecho definido, nos balizamos pelo GPS, pela bússola, pelo mapa ou mais remotamente pela posição das estrelas no firmamento.

No ambiente empresarial isso também é verdade.


Esses pontos de baliza se chamam: pesquisas, análises, consciência e experiência.

Somos cercados de palpites de amigos e inimigos diariamente, do que e como fazermos determinada proposta de ação. O WhatsApp virou enciclopédia para leigos. Isso é bom, mas também muito ruim. Explico:


Quando emitimos um suposto parecer ou sugestão sobre determinado tema, não assumimos a responsabilidade pelo acerto e ponto. É preciso destacar com sabedoria e muita humildade aquilo que nos propõem, daquilo que chamamos de “nossa própria tomada de decisão”, pois essa sim deverá nos responsabilizar pelo acerto ou erro.


Devemos, portanto, conhecer a história da revenda, o momento atual e suas tendências ou vieses, para daí sim, nos apropriando dessa consciência, tomarmos nossas próprias decisões que impactarão nosso sucesso amanhã.


Barreiras e enfrentamento

Os obstáculos são inerentes ao caminho proposto e devemos contorná-los obrigatoriamente.


Como a história do rio que, encontrando uma montanha intransponível em seu curso, elevou-se às alturas pela evaporação de suas águas, fazendo chover do outro lado, ajustando sua forma em rio novamente.


No setor de combustíveis, existem barreiras que são transponíveis, mas difíceis. Isso é muito bom, pois filtra empresários desonestos ou mal intencionados que tentam dia a dia afetarem a boa concorrência.


O enfrentamento atribuído ao negócio desafia a nossa própria conduta como empresários da revenda, impondo-nos receitas de cooperativismo, de engenharias e alianças estratégicas, de parcerias, de consultorias e de muito, mas muito trabalho, isso mitiga essas circunstâncias ou condicionantes que, na maioria das vezes, são desfavoráveis às decisões quanto aos novos investimentos.


No mundo corporativo, chamamos isso de premissas ou perspectivas estratégicas, que estão orientadas a satisfazerem essas condições no ambiente financeiro, de clientes, de processos e de pessoas.


O comprometimento

Acontece que nesse caminhar sem foco, sem metodologia e sem planos, acabamos não nos comprometendo com nada, a não ser com o comportamento do concorrente e com o fechamento do caixa do dia. Que pena.


Comprometer-se com todos os envolvidos e absolutamente com a realização dos planos, é meta de gente grande e competente. Busque isso para seu negócio e seja feliz. Mas cuidado, pois muitas vezes já estamos no meio de um caminho e os problemas são maiores do que a visão da solução, nos desviando do foco, nos forçando a realizarmos reestruturações de pensamentos e processos, revisões de metodologias, redução de custos e de recursos que na maioria das vezes, são imprescindíveis para realizarmos o nosso próprio trabalho, impossibilitando assim a eficiência desejada. Desta forma, essa prática destrutiva poderá nos deixar em grandes encruzilhadas onde a melhor escolha ou o melhor caminho a seguirmos, não estarão à nossa disposição no momento da decisão.


Desta feita, acabamos por nos dedicarmos incansavelmente a resolvermos os problemas de curtíssimo prazo, deixando de lado o verdadeiro foco, o objetivo, o motivo que nos motiva a continuarmos e, sem esse motivo aparentemente justo, a nossa motivação (que nos motiva à ação) acaba se esmorecendo, as nossas forças se esvaecem e tudo parece ficar inatingível.

Afinal, se não soubermos qual a nosso caminho, melhor não darmos nenhum passo até que consigamos ter consciência sobre o nosso próprio propósito.


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