Quanto mais sabemos, menos conhecemos


Dá-nos a impressão de que conhecimento traz sofrimento.


De acordo com o primeiro manual de gestão do Paraíso, confiado pelo Criador ao administrador e gestor chamado Adão, o livre arbítrio lhe fora concedido a fim de que pudesse deliberar entre o bem e o mal de acordo com a natureza do seu entendimento, entretanto, a ele foi dito que não consumisse da árvore do conhecimento, pois ela transformaria sua vida num inferno.


Na nova realidade ou no tal de “novo normal”, a sociedade moderna também teve esse mesmo livre arbítrio de fazer e desfazer daquilo que a ela parecesse correto ou natural. Mas esse tempo que morreu com a verdade, passou rápido demais e algo parece não ter dado certo, quando também tivemos ao nosso alcance, a árvore do conhecimento, disponível então, na tela do celular, colado à mão.


Com tanto conhecimento, fomos condenados ao inferno nas relações humanas, em que pese também o fato de que o mal hoje, nos é oferecido como bem, igual àquela maça maldita e dela comemos e nos saciamos fartamente sem sabermos das suas reais consequências. Nem é uma questão de desobediência e sim, de pura inconsequência.


Essa árvore do conhecimento nos está fazendo mal ao idolatrarmos os falsos de coração e hipócritas das intenções. Desse conhecimento, a verdade se apartou e tudo parece e merece ser questionado, julgado e condenado. Assim, nos distanciamos cada vez mais das nossas relações humanas, cujo único motivo é também viver no tal paraíso da felicidade.


Começa com a família aviltada e questionada em suas bases culturais, depois com os amigos que se afastam assustados pelo julgo do desafeto, passamos pelo escrutínio indelével dos podres políticos, o julgamento até do alto clero religioso, conseguindo condenar até os juízes que condenam as próprias leis que os colocaram embrulhados sob a falsidade de sua toga, empurrando daí para as promíscuas relações trabalhistas construídas por uma relação jurídica também cansada, tudo isso dentro do mesmo pacote de sofrimento. A falta de comunicação correta e de entendimento da verdade, varre a confiança para dentro da lata do lixo do desafeto. Uma confusão que parece sem solução.


Mas usar do conhecimento para fazer o mal a quem nele confia, como traição, parece ser o pior pecado retratado na primeira parte - o Inferno, da Divina Comédia de Alighieri, onde a confusão é tanta que a alma não consegue encontrar mais o caminho certo da verdade.


Dizem que quanto mais queijo mais buraco e, portanto, quanto mais buraco menos queijo, então quanto mais queijo, menos queijo. Assim, analogamente, será que poderíamos entender que quanto mais conhecimento, mais ignorância, e quanto mais ignorância, menos conhecimento e, portanto, quanto mais conhecimento, menos conhecimento?


Condenados agora a vivermos longe do Paraíso, devemos voltar às origens da Verdade Divina, elevando nossos corações ao Altíssimo, limitando-nos à nossa ignorância e pequenez, vivendo assim de forma mais natural, sem tantos questionamentos ou necessidades de entendimentos estúpidos que nos tiram a alegria de viver.

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