Reinventando a roda da fortuna - uma visão de futuro


Ao encerrarmos esse primeiro semestre, devemos concluir nossos trabalhos de análises de resultados visualizando as conquistas e os fracassos que tivemos, erguendo ainda os olhos para o futuro que se nos apresenta.


Considerando essa evolução, observando o momento de apreensão gerado por essa pandemia que afetou mercados e restringiu o crédito, o setor de varejo buscará promover ações que possam efetivamente alavancar novos negócios, lançar inovações e realizar estrutura competitiva amparada nas oportunidades que o mercado brasileiro oferece agora, na nova estrada pós covid.


Assim, a empresa do futuro vislumbrará posicionar-se nesse palco como ator principal, analisando e fomentando oportunidades indicadas por seus principais stakeholders. Ao permanecer convicta desse horizonte, deverá contrabalancear forças com a obrigatoriedade de geração de caixa, diminuições nas margens e necessidade de obtenção de capital com taxas exequíveis.


Dinheiro não falta se tivermos bons projetos


O varejo como válvula de alívio das pressões da sociedade de consumo, atribui às fortes redes, grandes oportunidades de se estabelecerem regionalmente com suas marcas que levam em conta principalmente a credibilidade em suas operações, disponibilizando ao cliente sempre qualidade nos produtos, prestação de bons serviços de logística com preços populares.


Dentro dessa ótica não se descartam a possibilidade de estudos de viabilidades em fusões e/ou aquisições de redes de varejo regionais, que possam solapar ainda mais as eventuais dificuldades de expansão em terras alheias.


Esse caminho teria menos pedras para pisar, levando-se em conta a economia de tempo e de esforços para galgar-se a escala de volumes pretendida na retomada do crescimento.


Ocupados os quatro cantos dessa geografia com força e capacidade, restaria ainda, como lição de casa, trabalhar em mecanismos focados no esforço de redução dos custos operacionais por conta da estratégia de se alcançar volume de faturamento com margens cada vez menores.


Novas experiências, novas tendências, novos clientes

cada vez mais exigentes


A experiência indica também a necessidade de investimento em lançamentos de produtos de alto valor agregado com marcas próprias, avançando para cima dessa nova demandam em passos largos nos degraus factíveis do desejado e necessário crescimento sustentável.


A parte desses movimentos, a baixa do poder aquisitivo das classes C e D, o desemprego que acumula índices históricos negativos, nos indicam mais um caminho de ameaças em que pesem a possibilidade de conexões e parcerias com as indústrias dos produtos voltados a essas classes que, encurralados agora por esse baixo consumo, favorecerão o giro das mercadorias à venda em lojas de varejo através de oferta de preços baixos e melhores condições financeiras.


Cartões de fidelidade, aplicativos de pagamentos, clube de descontos, cash backs franqueados pelo fluxo financeiro gerado pelas tarifas, parecem deixar o produto de lado indicando uma batalha sem piedade pelo cliente.


O investimento em tecnologia de informação deverá ser a melhor ferramenta nessa guerrilha, desenvolvendo novos canais de comunicação com o cliente, prospectando massa de dados cada vez mais valiosa. As modernas técnicas de gestão de riscos validam que o investimento em tecnologia de ponta na rede de varejo é um caminho seguro para reduzir os custos de aquisição de clientes, maximizando a perenidade de cada projeto via fidelidade de propósitos.


Reinventando a roda da fortuna


Uma metáfora para as mudanças do destino, o que sobe acaba descendo e o que desce acaba subindo.


Nesse instante, devemos refletir e repensar sobre nossas próprias práticas comerciais, sobretudo naquelas que acreditamos sempre como certas e estáveis, lembrando que nesse ambiente econômico, as alterações instantâneas e muitas vezes profundas, impulsionam tudo e todos à mudanças bruscas de rota que, por falta de visão, ficarão para traz no trevo já passado dessa estrada da incerteza, levando-nos a rodar com carga alta e pesada em estradas machucadas e sem ataduras, que deixarão cicatrizes abertas ao contágio de um possível fracasso.


A capacitação profissional de colaboradores e a preocupação com o entendimento correto dos objetivos traçados, através do uso de ferramentas certas na divulgação da cultura da organização a todos os que dela se servem, são facilitadores dos quais devemos nos utilizar sempre.


A cultura empresarial focada na Governança Corporativa, na Responsabilidade Social e Ambiental e no experimento prático de seus próprios valores, significará a perenidade das operações nesse barco de sucesso em sua navegação consciente, com rumo certo por mares ainda nunca navegados.


A apresentação de resultados fiéis aos acionistas, com mudanças no padrão de demonstração de resultados, padrões de contabilidade e demonstrações financeiras com controles efetivos e transparentes, favorecem na tomada de decisões gerenciais corretas que vislumbrem o fortalecimento e execução de nossa própria estratégia. Para isso exigem planejamento estratégico, empenho e muita disciplina.



Por isso, prezados leitores e amigos, desejo a todos, novamente um momento de reflexão num cenário difícil para o País, balizado na conscientização da necessidade de busca do crescimento pessoal, que nos tornarão profissionais competentes e capazes de realizarmos um sonho de sucesso comum a todos.


Ser humano significa muito mais do que ser humano. Coragem.



Bom dia e melhor futuro ainda!


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